sábado, 18 de agosto de 2012

Entre Pais e Filhos.

Delírios de Mim Mesma.

Essa semana falei a uma amiga e leitora assídua do Tem Jeito Não Óh!!!  que minha inspiração para escrever vem geralmente num domingo, quando acordo cedo e saio pra correr. Volto toda, toda.

Mas veja só, ela veio em um sábado à noite, quando tenho passado um dia inteiro dando um jeito na casa, na roupa, uma comidinha caseira e uma preguiça boa!!!

E essa inspiração é tão rara quanto três chuvas em uma semana em pleno mês de agosto... Ô tempo doido esse!!! Granizo em plena floresta amazônica na metade do mês mais quente e seco do ano!!! Doido!!!

Bom, deixando de lado a surpresa por essa tão repentina inspiração, vamos ao que interessa que é a falar sobre pais e filhos.

Existe uma passagem no texto de Provérbios, capítulo 22 e verso 6 que diz: Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.

Esse versículo deveria nortear a educação que nossos pais devem nos proporcionar.

Ultimamente quando passo em alguns lugares e vejo como os adultos se comportam diante das suas crianças, me pergunto como será a nova geração.

Porque veja bem, nossos pais tiveram uma educação rígida, e resolveram ser um pouco maleáveis conosco, que por nossa vez resolvemos ser mais maleáveis com nossos filhos. É natural, é sempre assim. 

E o que acontece quando a maleabilidade é tão grande que foge a todos os limites aceitáveis? Acontece o funk!!! Brincadeira... Acontece que criamos pessoas que não tem respeito consigo e muito menos com seus semelhantes.

É cada vez mais comum encontrarmos pessoas que de tão egoístas, estão adormecidas em se importar com a coletividade. Pessoas que à meia noite saem com seus carros com som absurdamente alto sem pensar que em uma casa qualquer tem uma família tentando dormir; pessoas que pela manhã começam a gritar com Deus, o mundo e o Raimundo, sem lembrar que seu vizinho pode ter passado a noite trabalhando e precisa repousar; pessoas que ao invés de estender a mão para ajudar, preferem atrapalhar.

E vejam só, nosso egoísmo é tão parte de nós, que quando não conseguimos a ajuda de que precisamos, ficamos revoltados com aquele que não nos ajudou, e em nenhum momento lembramos das vezes que não ajudamos a quem precisou.

O que nossa infância deixou? De quê lembramos em nossos momentos nostálgicos?

Qual o legado que nossos pais deixaram e qual legado deixaremos?

Nossas crianças lembrarão dos almoços em família, de conversas agradáveis, de nossos ensinamentos, dos “carões” diante de um mau comportamento, ou lembrarão do mundo egoísta e sem limites que implantamos?

Como eu disse em outro texto: “Avaliemos o que somos hoje e o que seremos amanhã. O que eu educo hoje será o mesmo que educará amanhã, e nesse mundo eu também estarei”.

Portanto ensinemos nossos filhos a trilhar bons caminhos, e quando forem velhos, eles também transmitirão bons ensinamentos, e talvez assim a terra não sucumba à ignorância.


Um comentário:

  1. Gosto do que você escreve, use e abuse da escritora nata que é você, escreve "coisas boas de ler, nos deixa pensativa, conselhos em meios de reflexões e brincadeiras, mas sempre uma forma de ajudar o mundo, adoro teu jeito " sapeca " de escrever.
    Estou rascunhando nosso projeto, não esqueci amiga.bj na sua vida.
    Sou
    Angela Martins

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