terça-feira, 5 de junho de 2012

Diário Dos Meus 30 e Pouco Anos - Saúde.

Delírios de Mim Mesma.


Vez por outra ouço a mídia falar mal do Hospital das Clínicas, antiga FUNDHACRE, e depois de esperar quatro meses para conseguir uma consulta com Cardiologista e dois meses para Pneumologista, ontem me dirigi ao Hospital, cheia de preconceitos, me desejando sorte e torcendo que pelo menos os médicos olhassem para mim.

A consulta foi marcada para às 13 horas e eu deveria estar lá com 30 minutos de antecedência. Como marcado, às 13h em ponto fui chamada para a pré-consulta, e em menos de duas horas eu já estava conversando com o médico que chegou exemplarmente no seu horário, agiu educadamente, conversou comigo, passou exames e o retorno.

E só demorou esse tempo pela preferência em atender idosos. Passei o restante da tarde aguardando minha senha para marcar um exame, algo absolutamente natural.

Não vou mentir, achei que era meu dia de sorte, e como teria consulta no dia seguinte com o Pneumologista e em turno diferente, teria oportunidade de entender por que se reclama da Fundação.

Às 7 horas de hoje eu já estava esperando pela nova consulta. Não me chamaram às 7h em ponto, mas também pudera, tinha tanta gente que nem me atrevo a chutar um número. Tava Punk!!! Tanto para pacientes quanto para atendentes. Mas me diga, onde  não é Punk pela manhã???

O médico também chegou no horário e recebia cada paciente na porta com uma educação admirável e um atendimento apaixonante. Um verdadeiro gentleman!!!

No restante do dia fiquei aguardando para marcar novos exames, e enquanto aguardava, revezando meu tempo entre o livro "Os Homens Que Não Amavam as Mulheres" e ouvindo minha playlist, questionava sobre a tal reclamação.

Honestamente, se um atendente não lhe trata bem, paciência, você trata bem todo mundo?

Se você não obtém a resposta tão logo pergunta, custa esperar um pouco?

Sabe quanto tempo está demorando em conseguir uma consulta particular e quanto custa? E os exames?

Uma coisa tenho aprendido ao longo dos meus 31 anos: "Conviver com austeridade, ensina a não melindrar diante de qualquer coisa, que dirá de um atendimento que aos olhos de alguns pareça estar errado".

É todo mundo tão cheio de importância, tão cheio de razão e querendo ser bem tratado pelos atendentes, auxiliares, enfermeiros, médicos que esquece quão pouco faz para tornar o dia deles mais agradável. 

Vi muitos profissionais enfermos fisicamente, mas de pé cumprindo com suas obrigações, e do lado de fora do balcão vi muito mais enfermos espirituais do que enfermos físicos. Gente que só reclamava, e na maioria das vezes sem motivo.

Fui para a consulta carregada de preconceito e "frescura" e voltei com uma bela impressão de tudo que vivi, e do que vivi não posso reclamar.


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