sábado, 24 de março de 2012

Ao Meu Irmão Mendigo.

Delírios de Mim Mesma.


Eita que faz tempo que não escrevo!!! Não vou atribuir somente à falta de inspiração, mas a diversos fatores: falta de tempo, cansaço, correria, oportunidade de me ler e cacari, cacari, cacari!!!

Hoje vou escrever um pouco sobre uma conversa que tive com Deus.

Durante minha hora de caminhada avistei um mendigo que sem dizer uma palavra, me fez sentir a Presença de Deus ao nosso lado.

Estou a três meses tratando de um problema respiratório com medicamentos, fazendo dieta e atividade física para voltar a respirar normalmente, e de repente comecei a refletir sobre a minha condição e a condição do mendigo ali na calçada.

Ambos somos MILAGRES DE DEUS: eu contando com a Proteção dEle e com uma certa condição que me propicia estar me tratando de maneira adequada. E ele contando apenas com a Proteção Divina.

Lembrei-me das inúmeras vezes que me perguntei o que poderia estar desencadeando uma reação alérgica e onde o bichinho do ranran estava. Sei lá, nas roupas, no perfume, na água, na comida, na minha casa ou no meu trabalho. Tudo era suspeito e chegava a ser engraçado.

De repente olhei a minha volta, um mundão sem proteção, o tempo se fechando e anunciando que cairia chuva depois de uma tarde quentíssima. E lá quietinho no seu canto estava o moço sentado na grama. Sua única proteção era uma blusa de saco de estopa, uma calça rasgada, um capacete de trabalho, um carro de mão e um monte de coisas que eu não consegui identificar. E ELE RESPIRAVA!!!

Não olhava para o tempo, até porque não adiantaria muito. Onde se abrigar de uma chuva, quando na verdade ele nem tinha para onde ir?

Vi Deus ali!

Comecei a lembrar de uma música evangélica de quando eu era criança “Se até dos pardais Ele cuida com o carinho Seu!!! Cuida de ti muito mais, és um filho de Deus”. (Adilson Rossi)

Olhei de novo para o mendigo, olhei o que dava para olhar em mim e de novo vi Deus!

Não me questionei se sou ou não uma pessoa correta, e muito menos se o mendigo é. Só consegui ver a companhia de Deus ao nosso lado e Sua mão estendida nos protegendo. A mim me dando condições para ser abençoada pelos Anjos Terrestres, e ao mendigo, com a sombra de Seu dedo durante o sol escaldante e chuvas refrescantes.

E Deus não pergunta se merecemos. E porque haveria de perguntar? Somos Seus filhos. Rebeldes ou não, bons ou não, somos Seus filhos.

Não é assim que o pai vê seu filho, “uma eterna criança que precisa sempre de direção”? E quem melhor para nos dirigir do que Àquele que nos criou à sua imagem e semelhança, e que durante nossa vida inteira nos protege?

Já bem dizia o texto em Mateus 6:26: “Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai Celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas?”.

Meu irmão mendigo ficou lá na calçada e eu voltei para o meu lar.

Aqui sinto o sorriso do Nosso Pai ao lembrar do meu irmão, e lá o meu irmão pode ver o sorriso do Nosso Pai em mais uma noite de luar!!!

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