terça-feira, 30 de março de 2010

Quero Ver!!!

Delírios de Mim Mesma.


Nada a favor dos Nardoni's, mas tenho uma pergunta:

“_Toda essa repercussão e manifestação popular será a mesma quando for julgado o caso do Pai e Madrasta que mataram, esquartejaram, queimaram e jogaram em sacos de lixo, os dois filhos de 12 e 13 anos?”

Verdade seja dita, o fato da Família Nardoni ter recursos pra tentar a qualquer custo inocentá-los, incomoda muito mais do que a morte da menina.

Se acho que sejam inocentes? Não, não acho! Acredito nas provas apresentadas, mesmo algumas sendo contestáveis. Só não encho a boca dizendo que estou com a alma lavada e não solto fogos porque não há o que comemorar. Comemorar a morte da menina??? Comemorar que os culpados foram julgados e condenados como tal???

Aff!!!

Só não vou entender como hipocrisia toda aquela manifestação popular, se acontecer o mesmo com o próximo julgamento, que para mim teve muito mais frieza por parte dos assassinos.

Meu presente aos “justiceiros” de plantão, relembremos a tal história de Pai e Madrasta:

O pai e a madrasta de dois garotos, de 12 e 13 anos, foram presos ontem (08/09/2009) acusados de matá-los e esquartejá-los para tentar ocultar o crime. Os corpos das duas crianças foram encontrados em sacos de lixo em frente à casa da família, em Ribeirão Pires (Grande SP).


O crime, segundo a polícia, ocorreu na noite de sexta, horas depois de as crianças serem levadas à delegacia por um guarda-civil que as encontrou abandonadas na rua na noite anterior. O conselho tutelar foi acionado, mas as crianças foram devolvidas à família.


Segundo o guarda-civil José Messias Santos, os meninos Igor Giovani, 12, e João Vítor, 13, disseram ter sido expulsos de casa pela madrasta. Desde 2005, há registro na polícia e no Conselho Tutelar de denúncias das crianças contra o casal por negligência e maus-tratos.



A dona-de-casa Eliane Aparecida Rodrigues, 36, contou à polícia que o marido, o vigia João Alexandre Rodrigues, 40, asfixiou as crianças com sacos plásticos. Com medo do marido, ela ajudou a queimar as crianças e, depois, os dois as esquartejaram com uma foice.



Os pedaços de corpos foram encontrados por lixeiros. "A casa tinha cheiro de água sanitária e havia sangue no quintal", disse o delegado Ailton Muniz.

O pai foi preso na manhã de ontem ao voltar do serviço. Em depoimento informal, ele negou o crime e culpou a mulher.


Segundo Eliane, o marido brigou com os filhos depois que eles foram levados de volta para casa por guardas-civis e pela conselheira tutelar Edna Aparecida Ribeiro Amante.


Eliane já havia sido condenada, em 2005, por maus-tratos. Naquele ano, uma tia das crianças foi à polícia denunciar o casal por abandono. Dois anos depois, um novo BO --por desaparecimento.


Os dois irmãos ficaram em um abrigo de 2007 a maio de 2008, segundo Ariel de Castro, presidente do Conselho Nacional da Criança e do Adolescente. Para Ariel, a conselheira tutelar cumpriu a lei ao devolver as crianças à família. "Não se pode colocar as crianças no abrigo toda vez que elas ficarem desabrigadas." A conselheira não foi localizada ontem.

Fonte Notícia: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u442250.shtml

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